Atualizado 28/02/2018

Cientistas adaptam teste de HIV e criam novo teste rápido para o zika

Teste utilizou estratégia que 'amplia' o vírus para detectá-lo.

Pesquisadores da New York University, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um novo teste para o zika, capaz de detectar o teste em minutos -- a exempo do teste já desenvolvido no Brasil, no Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

 

A diferença é que a estratégia usou o mesmo princípio utilizado em testes rápidos para o HIV -- que já é vendido em farmácias.

 

Em dois trabalhos científicos publicados nesta quinta-feira (22) no "PLos One" e no "Journal of Visualized Experiments" (JoVE), cientistas demonstraram que adaptações permitiram que o exame também detectasse o zika.

 

"Quando desenvolvemos o teste do HIV, sabíamos que podíamos usar o mesmo modelo para qualquer doença infecciosa", disse Daniel Malamud, professor na New York University.

 

Segundo o professor, é necessário conhecer a sequência genética do vírus para que o teste seja eficaz. Também é preciso conhecer estruturas específicas do vírus que possam ser usadas como "alvo" para o teste.

 

Após várias iniciativas que mapearam a sequência genética do zika, o desenvolvimento do teste foi possível.

 

"O recente surto de vírus Zika confirma que precisamos de um programa eficaz de vigilância e diagnóstico para reduzir o impacto de futuras doenças infecciosas emergentes", disse, em nota, Maite Sabalza, pós-doutoranda na New York University e primeira autora do estudo.

 

Conheça a técnica

 

Atualmente, o teste mais utilizado no mundo para detectar o zika mais conhecido é o PCR (Reação em cadeia da polimerase em tempo real). Esse teste é mais demorado porque ele faz cópias de RNA do vírus para que eles sejam analisados.

 

O teste utilizado no Brasil detecta o zika em 15 minutos com a contagem de anticorpos (as células de defesa utilizadas para combater a infecção).

 

No novo teste, adaptado do exame para detecção do HIV, os cientistas utilizaram um método conhecido como "amplificação isotérmica".

 

Com ele, pesquisadores conseguem ampliar o vírus até o ponto em que ele é detectado. Isso "pula" o passo de copiar o RNA dos testes de PCR.

 

Eles também conseguiram adaptar o testes para que ele seja capaz de dar informações sobre a carga viral (a quantidade de cópias dos vírus presentes no organismo, que dão uma idea da gravidade da infecção).

Fonte: G1.globo.com
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