Atualizado 28/02/2018

Como reconhecer os sinais do déficit de atenção

É comum confundir hiperatividade com agitação. O diagnóstico de TDAH só pode ser dado a partir dos seis, sete anos.

Criança dispersa e desatenta, criança que não termina as atividades, criança hiperativa. Como saber se é só agitação ou se é Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)? O neuropediatra Felipe Kalil falou sobre diagnóstico e sinais no Bem Estar desta quarta-feira (21). A consultora e pediatra Ana Escobar falou sobre aprendizado – comer, dormi e se mexer! O tripé fundamental para as crianças aprenderem mais.

 

Segundo o neuropediatra, é comum confundir hiperatividade com agitação. Ele lembra que o diagnóstico de TDAH só pode ser dado a partir dos seis, sete anos. Crianças com diagnóstico de TDAH têm dificuldade de aprender coisas, mas não por problema cognitivo, mas por dificuldade de concentração.

 

O TDAH se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade e ocorre em 3% e 5% das crianças. Para fechar o diagnóstico, os pais podem buscar neurologistas, psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais.

 

Bem Estar sinais TDAH (Foto: Mariana Garcia/G1)

Bem Estar sinais TDAH (Foto: Mariana Garcia/G1)

 

Toda criança tem nível de agitação de aceitação para a idade. Entretanto, alguns sinais indicam que os pais devem procurar ajuda profissional: quando a criança importuna outro colega na escola; se a criança tem dificuldade para se relacionar; se ela não acaba uma atividade e já começa outra; ou se sofre um bullying, é jogada de lado.

 

O tratamento envolve terapias cognitivo-comportamentais, intervenções familiares, na escola, e, às vezes, medicamentosa. Nem todas as pessoas precisam de remédio.

 

Muitos pais têm dificuldade de lidar com o TDAH. O Bem Estar listou algumas dicas do que fazer:

 

  • Reforçar o que há de melhor na criança
  • Não estabelecer comparações entre os filhos
  • Procurar conversar sempre com a criança sobre como está se sentindo
  • Aprender a controlar a própria impaciência
  • Estabelecer regras e limites dentro de casa
  • Não esperar “perfeição”
  • Não cobrar resultados – cobrar empenho
  • Elogiar! Estímulo nunca é demais
  • Usar o português claro e direto
  • Não exigir mais do que a criança pode dar
  • Não sobrecarregar a criança com excesso de atividades extracurriculares
  • Ter sempre um tempo disponível para interagir com a criança
  • Programar atividades diferentes e criativas

 


Fonte: G1.globo.com
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