Atualizado 3 horas atrás

Denúncias de ex-atletas expõem cultura racista na base do Chelsea nos anos 80 e 90

Grupo acusa ex-treinadores Gwyn Williams e Graham Rix de vários abusos e postura discriminatória.

Um escândalo de racismo está movimentando os bastidores do Chelsea. Sete ex-jogadores das categorias de base nos anos 80 e 90 acusam os ex-treinadores Gwyn Williams e Graham Rix de má conduta, alegando que eram recorrentes treinos em que os times eram separados por etnias, em negros contra brancos. Quatro destes ex-jogadores já teriam entrado com processos, e os outros três teriam acionado advogados. As informações são da “Sky Sports”.

 

O Chelsea está exposto pela especulação de que existia uma cultura de bullying e abusos racistas em Stamford Bridge. Williams foi uma figura chave por lá por 25 anos e era particularmente envolvido com as categorias de base.

 

No caso de Rix, uma das acusações é que ele teria jogado um copo de café quente no rosto de um jovem jogador negro, que alega que sua confiança foi destruída pelo abuso sofrido pelos treinadores. Todos listam várias palavras de cunho discriminatório que teriam sido usadas pela dupla ao longo de anos.

 

- O abuso era constante. Ele me disse uma vez: “O que você vai fazer se não virar jogador de futebol? Vai sair assaltando velhinhas?” – disse um dos ex-jogadores.

 

Tanto Rix quanto Williams, defendidos pelo mesmo advogado, negam veementemente todas as alegações.

 

Graham Rix  é dos técnicos acusado de conduta racista (Foto: Getty Images)

Graham Rix é dos técnicos acusado de conduta racista (Foto: Getty Images)

 

Em meio à polêmica, dois ex-jogadores brancos do Chelsea, Grant Lunn e Gary Baker, foram a público em defesa dos antigos colegas. Eles confirmam a versão sobre a postura racista dos treinadores.

 

- Lembro como isso afetou alguns. Um dos companheiros era repetidamente chamado de nomes racistas por Williams, e quando estávamos sozinhos ele me confidenciava e dizia o quanto odiava a forma como estava sendo tratado, os nomes pelos quais era chamado e como ele era discriminado repetidamente por causa de sua cor. Ninguém tinha apoio ou forma de desafiar isso. Eles tinham que lidar e aceitar isso ou virariam cartas marcadas. Isso não era certo, e está claro agora. Nós provavelmente não percebíamos lá atrás o quão errado isso era – disse Lunn, que era goleiro, em entrevista ao jornal “The Guardian”.

 

Através de nota oficial enviada à "Sky News", o Chelsea afirmou que “leva alegações desta natureza extremamente a sério e que elas serão investigadas”. O comunicado diz que ainda que o clube está “absolutamente determinado a fazer a coisa certa, a colaborar com as autoridades e quaisquer investigações que possam vir a ser realizadas”, além de apoiar algum ex-jogador que necessite de ajuda.

Fonte: Globo Esporte
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