Atualizado 11/01/2018

Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de matar indígena em SC

Jovem de 22 anos já tem mandado de prisão por outro homicídio, segundo delegado.

Um jovem de 22 anos teve a prisão preventiva decretada nesta quinta-feira (4) suspeito de ter matado o indígena Marcondes Namblá, de 38 anos, que morreu depois de ter sido espancado em Penha, no Litoral Norte. Gilmar César de Lima também tem mandado de prisão em aberto por outro homicídio, segundo o delegado Douglas Teixeira Barroco. O jovem não havia sido preso até 22h desta quinta.

 

Conforme imagens de câmeras de monitoramento, Namblá foi espancado na rua, na madrugada de 1º de janeiro, por um homem que estava com um pedaço de madeira. A agressão começou depois que os dois conversaram. Ele foi atingido na cabeça e caiu, continuando a apanhar em seguida.

 

O agressor foi embora mas, ao perceber que o índio ainda estava se mexendo, voltou e continuou a espancar a vítima.

 

Investigação

 

A polícia trabalha com a hipótese de que o espancamento do indígena tenha ocorrido por motivo fútil. "Ele [vítima] teria mexido com o cachorro dele [suspeito]. Não houve briga anterior", disse o delegado.

 

 

Os policiais pedem que quem tiver informações sobre a localização do suspeito informe a polícia através do telefone 181.

 

Vítima

 

Namblá estava pela primeira vez na cidade para vender picolés para complementar a renda. Ele foi sepultado na tarde de quarta-feira (3) na aldeia Coqueiros em José Boiteux, no Vale do Itajaí, onde vivia em uma casa na Aldeia Barragem junto com a família da esposa e os cinco filhos.

 

Professor formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ele ensinava crianças de tribos indígenas na mesma escola onde aprendeu a ler. O próximo objetivo dele era o mestrado. No ano passado, ele se tornou juiz das terras indígenas. Namblá era do povo Laklãnõ-Xokleng, da Terra Indígena Laklãnõ.

 

Ferido

 

Namblá foi encontrado desacordado ainda na madrugada do dia 1º por volta das 5h na Avenida Eugênio Krause, no bairro Armação. A Polícia Militar disse que, inicialmente, pensou que o indígena estava bêbado. Ele foi levado para atendimento no Hospital Marieta Konder Bornhaunsen, em Itajaí, mas não resistiu e morreu no dia seguinte.

Fonte: G1.globo.com/sc
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