Atualizado 27/06/2018

Mais de 120 motoristas foram flagrados pela Lei Seca

Na semana em que a medida nacional de combate a prática criminosa de dirigir alcoolizado completa 10 anos em vigor, os números de autuações da Lei Seca ainda refletem a insistência irresponsável e ilegal de muitos motoristas em assumir o risco de dirigir sob o efeito de álcool, quando posteriormente a ingestão de bebida, tomam a direção de veículos.

 

Em Guarapuava e região, diversos registros de acidentes noticiados partem do princípio perigoso e nocivo dessa combinação errônea. Segundo números do Pelotão de Polícia de Trânsito da equipe do 16º Batalhão da Polícia Militar de Guarapuava, 121 motoristas foram autuados pela Lei Seca no município nos cinco primeiros meses de 2018. Este número, no entanto, pode aumentar se forem considerados os registros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Rodoviária Estadual (PRE) nas rodovias que envolvem o terceiro planalto.

 

Segundo a lei brasileira, os motoristas podem ser autuados sob casos de embriaguez com registro de até 0,33mg/l aferido no etilômetro, situação na qual o motorista recebe notificações, tem sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e seu veículo recolhido ao pátio, caso não apresente condutor habilitado. Nesta circunstância, até maio deste ano, 28 motoristas já foram abordados em Guarapuava. No mesmo período de 2017, o registro apontou 29 autuações. Em todo o ano passado, 55 motoristas foram alertados após a infração.

 

Quando o número aferido no etilômetro ultrapassa 0,33mg/l, a Lei Seca considera crime de trânsito. Neste cenário, o condutor é encaminhado em flagrante delito à delegacia de polícia. Assim como no caso onde a embriaguez não ultrapassa 0,33mg/l, o motorista também recebe notificações, tem sua CNH suspensa e seu veículo é recolhido ao pátio, caso não apresente condutor habilitado. Nestas condições, os números de Guarapuava também são altos.

 

Até maio de 2018, 93 motoristas guarapuavanos já cometeram este crime. Em 2017, nesse mesmo período, 127 autuações foram registradas, alcançando o total de 259 ocorrências até o final do ano. A prática, irresponsável e criminosa, é a causa de diversos acidentes já ocorridos, como o acidente registrado no final de maio, em Guarapuava, em que o motorista envolvido no acidente fatal estava alcoolizado. A colisão tirou a vida de Tatiana Kultz, de 24 anos.

 

O crime da Lei Seca prevê a penalidade de multa gravíssima a CNH do motorista autuado. Atualmente, a multa gravíssima é de R$ 293,47, porém, a nova Lei Seca multiplica esse valor por 10, podendo chegar a R$ 2.934,70.

 

Além disso, o motorista responde a um processo administrativo que pode levar a suspensão do direito de dirigir por um ano, após o esgotamento de todos os recursos. A nova Lei Seca acrescenta ainda maior punição para o motorista alcoolizado que for envolvido e causar um acidente, com previsão de prisão de até 8 anos prisão, em caso de morte, e até 5 anos, se houver feridos graves.

 

Fonte: PORTAL VVALE
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