Atualizado 22/01/2018

Prejuízo por suspensão das exportações para Europa pode passar de US$ 2 milhões em SC

Um encontro em Brasília agendado pelo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, com o ministro interino da Agricultura (Mapa), Eumar Novacki, resultou na criação de um grupo de trabalho voltado à retomada das exportações de pescado para a União Europeia. Suspensas desde o dia 3 de janeiro, as exportações catarinenses para a Europa somaram, no ano passado, US$ 2,49 milhões — valor que o Estado deixará de movimentar se a suspensão não for revertida em breve.

 

A decisão de suspender as exportações foi do Ministério da Agricultura, em resposta a um relatório que apontou irregularidades que não haviam sido sanadas desde a última inspeção, em 2012. A medida evitou um embargo unilateral por parte dos países europeus, algo que seria mais difícil de reverter.

 

Os empresários da pesca sentiram-se prejudicados pela medida, considerada drástica pelo setor, e alegam que a suspensão deveria ter sido pontual, apenas para as empresas que apresentaram irregularidades. Santa Catarina é o terceiro Estado do país que mais exporta pescado para a União Europeia, especialmente ovas de tainhas, que são consideradas o "caviar" brasileiro.

 

André Luiz Dutra Mattos, diretor da área pesqueira na Fiesc, considerou o encontro positivo. O grupo de trabalho que discutirá o assunto será formado por empresários e representantes do governo.

 

— Representantes de todo o país tiveram a oportunidade de apresentar, com muita clareza, a importância de resolver o problema — afirma.

 

O presidente do Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), Jorge Neves, também saiu da reunião satisfeito. Desde que a suspensão foi anunciada, no final de dezembro, o setor aguardava uma oportunidade para ser ouvido pelo governo. O grupo de trabalho terá representantes das empresas de pesca e do governo. Em 2017, o total exportações catarinenses de pescado chegou a US$ 17,7 milhões.

Fonte: Diário Catarinense
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