Atualizado 06/04/2018

Tiros na sede do YouTube deixam feridos; suposta atiradora teria se matado

 

Um ataque a tiros nos escritórios do YouTube, na Califórnia, nesta terça-feira (3), deixou pelo menos três feridos e provocou uma fuga caótica, antes de a principal suspeita aparentemente cometer suicídio.

 

Em meio ao cenário caótico na cidade de San Bruno, uma mulher que se acreditava ser a atiradora foi encontrada morta na sede da plataforma de vídeos da Google.

 

"Três feridos a tiros foram transportados ao hospital, além do suspeito que acreditamos que tenha sofrido um disparo autoinfligido", disse a jornalistas o chefe de polícia de San Bruno, Ed Barberini, sem dar mais detalhes sobre a suposta atiradora.

 

Barberini explicou que além dos três feridos pelos tiros - cujo estado de saúde não comentou -, um outro sofreu uma lesão no tornozelo.

 

"Sabemos muito pouco e provavelmente saberemos mais amanhã", acrescentou Barberini, assegurando que equipes de oficiais verificam cada sala do complexo para descartar qualquer outra ameaça.

 

"Neste momento, acreditamos que ela seja a atiradora", acrescentou.

 

Ataques a tiros perpetrados por mulheres são extremamente raros nos Estados Unidos, onde a vasta maioria dos atos de violência com armas de fogo é executada por homens.

 

De acordo com um estudo do FBI que analisou 160 incidentes envolvendo um ou mais atiradores em locais públicos entre 2000 e 2013, apenas seis das pessoas que abriram fogo eram mulheres - 3,8% do total.

 

Em meio aos relatos conflitantes sobre vítimas, Barberini disse que os feridos "foram transportados e estão sendo tratados para os ferimentos que são tratáveis".

 

Ele afirmou que a polícia lacrou o prédio enquanto a investigação e as buscas por possíveis vítimas adicionais continuam.

 

- Fuga caótica -

 

Funcionários descreveram cenas de caos enquanto tentavam escapar da sede do YouTube perto de San Francisco. Um deles disse ter visto sangue pelo chão enquanto fugia.

 

"Estávamos em uma reunião e ouvimos pessoas correndo porque estava ressoando no chão. O primeiro pensamento foi que era um terremoto", tuitou o funcionário Todd Sherman.

 

Ele disse que enquanto se encaminhava para a saída, "alguém disse que tinha alguém com uma arma". "Neste momento, qualquer nova pessoa que eu via era um atirador em potencial".

 

Os tuítes de Sherman continuaram: "Eu olhei para baixo e vi gotas de sangue no chão e nas escadas. Procurei ameaças, e então descemos as escadas e saímos";

 

Uma imagem publicada no Twitter mostra funcionários sendo retirados do prédio com as mãos ao alto, sem maiores explicações.

 

Testemunhas relataram ainda a presença de helicópteros e policiais da equipe de choque SWAT no local.

 

"Não há palavras para descrever uma tragédia como a de hoje", disse o CEO da Google no Twitter, enquanto em um comunicado publicado instantes antes, escreveu que "a situação estava sob controle".

 

Os escritórios do YouTube ficam a 50 km do campus principal da Google em Mountain View.

A Casa Branca disse que o presidente Donald Trump tinha sido informado e que seu governo estava monitorando a situação em andamento em San Bruno.

 

Pouco depois, Trump tuitou: "Nossos pensamento e orações estão com todos os envolvidos. Obrigado aos nossos fenomenais agentes da lei e de primeiros socorros que estão atualmente na cena".

 

Já a Google tuitou que estava "coordenando com autoridades e hospitais" e que sua "equipe de segurança trabalhou de perto com as autoridades para evacuar o edifício e garantir a segurança dos funcionários".

 

Os escritórios do YouTube ficam a 50 km do campus principal da Google, em Mountain View.

 

O tiroteio acontece em meio a um debate intenso sobre a necessidade de ampliar o controle do porte de armas nos Estados Unidos.

 

Estima-se que 1,5 milhão de pessoas participaram de manifestações em todo o país em 24 de março pedindo normas mais rigorosas em relação às armas de fogo, após um ataque a tiros em uma escola em Parkland, na Flórida, em fevereiro.

 

"Não podemos aceitar que tiroteios em trabalhos, escolas, igrejas, cinemas ou em qualquer outro lado sejam a norma e não podemos aceitar que 96 pessoas morram pela violência com armas a cada dia no nosso país. Os representantes eleitos precisam fazer mais para prevenir esses atos sem sentido", indicou em um comunicado a seção da Califórnia do movimento "Moms Demand Action for Gun Sense in America".

Fonte: Diário Catarinense
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