Atualizado 08/11/2018

"A preocupação para 2019 é manter os salários em dia", diz Paulo Eli

Paulo Eli, Secretário da Fazenda

 

Os servidores receberão os salários de novembro e dezembro e 13º em dia?

 

Paulo Eli: Os salários estão garantidos. A folha de novembro será paga no dia 30, a de dezembro será creditada no dia 28 de dezembro. O décimo terceiro também já está assegurado. Já pagamos 50% em julho e a outra parcela está programada para o dia 17 de dezembro.

 

Aqui haverá pedaladas como em outros Estados?

 

Paulo Eli: Não! Aqui não haverá esta providência. Os outros Estados já vêm enfrentando este tipo de problema de atraso nos salários, como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Agora, Goiás também está atrasando. Sem falar em outros Estados que pagam a folha no dia 10 do mês seguinte. Santa Catarina é um dos poucos Estados que pagam os salários dentro do próprio mês de trabalho.

 

Como está a transição?

 

Paulo Eli: Ela está sendo feita dentro desse gabinete da Fazenda. A sala é aqui no lado, com reuniões diárias. A equipe de transição está ouvindo todas as secretarias para tomar pé da situação. Até sexta-feira teremos duas a três reuniões diárias com as diferentes áreas.

 

Terminado o processo eleitoral, há sinais de novos investimentos?

 

Paulo Eli: Temos na carteira do IMA, com pedidos de licenciamento ambiental para novos projeto,s mais de R$ 70 bilhões em investimentos. Os investidores só aplicam com taxa de retorno. Com a mudança do viés político, mais liberal, os investidores colocam agora na planilha de custos. Se a taxa de retorno for atrativa, todos estes investimentos sairão do papel.

 

Recebemos empresários em média de duas as três empresas por dia, interessados em investimentos no Estado.

 

Quais as preocupações sobre as dívidas para 2019?

 

Paulo Eli: Com o secretário da Fazenda no ano que vem é manter a folha de pagamento em dia e a dívida pública paga. A folha tem aumento, sem qualquer nova contratação e sem reposição, cresce de 5% a 6% ao ano. Se tem inflação de 3%, tem-se um grave descompasso. O pagamento da dívida pública em 2019 será bem maior do que a desse ano. Temos que trabalhar para alongar os pagamentos da dívida pública. A renegociação já aconteceu. Em 2018 a dívida pública voltou a ser cheia. E no ano que vem não haverá nenhum desconto. Estamos pagando este ano R$ 1,920 bilhão. Boa parte desta dívida impacta em dólar.

Fonte: Diário Catarinense
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