Atualizado 12/06/2019

Adriana Calcanhotto fala de vida como professora em Portugal e explica funk 150 em novo álbum

"Pra que escrever canções?" é uma das perguntas que Adriana Calcanhotto costuma fazer aos alunos do curso sobre composição musical na Universidade de Coimbra, em Portugal.

 

"Você precisa ter uma real motivação para dizer alguma coisa, porque se não você está fazendo canções que já existem e aí ninguém precisa disso", explica a cantora.

 

Mas os 11 anos separando o recém-lançado "Margem" e "Maré" (2008), álbum anterior da trilogia da cantora, nada têm a ver com falta de motivação. A saga do mar começou com "Maritmo", de 1998.

 

No fundo, a cantora gaúcha diz ter saboreado pela primeira vez a experiência de ter tempo e tranquilidade para preparar um disco. E não é que ela estivesse parada.

 

Entre os projetos que lançou nesse tempo estão "O Micróbio do Samba", o show "Loucura", com músicas de Lupicínio Rodrigues, e a turnê "Mulher do Pau Brasil".

 

"Ninguém nem sabia que eu estava fazendo, não tinha pressão", lembra a cantora. Ela também se mostra feliz ao lançar um disco conciso. "Sempre achei que os discos de nove faixas tinha uma coisa de 'a pessoa sabe o que está dizendo, não precisa dizer mais do que é necessário."

 

Adriana fala sobre como as batidas do funk a fascinam, razão pela qual decidiu incluir um funk 150 bpm. Ela conta ainda como o processo de gravação digital interferiu neste trabalho e como tem sido a experiência de dar aulas em Portugal.

Fonte: g1.com
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