Atualizado 03/04/2019

Análise: Corinthians vai mal na criação, mas tem estratégia premiada contra a Ferroviária

 

Corinthians jogou mal e arrancou o empate em 1 a 1 com a Ferroviária, no fim do jogo, graças à estrela de Gustagol. Mas não só por isso. O Timão também foi premiado pela estratégia de pressionar a saída de bola da equipe do interior, implementada desde o começo do jogo e que surtiu efeito no lance do gol, que começou em roubada de bola de Clayson sobre Diogo Mateus.

 

Ciente de que a Ferroviária costuma sair da defesa para o ataque com a bola no chão, contando com o apoio de seus volantes, que recuam para auxiliar os zagueiros, o técnico Fábio Carille fez com que o Corinthians adiantasse suas linhas de marcação, algo que já havia sido executado contra o Santos.

 

É fato que na jogada do gol há também contribuição de Diogo Mateus, que cometeu enorme vacilo, mas a bola não teria sido recuperada se Clayson não tivesse acreditado na jogada e pressionado a saída.

 

Até então, o Timão vinha forçando erros de passes e até chegou recuperou bolas no campo de ataque, mas essa estratégia vinha surtindo pouco efeito.

 

Na verdade, quase nada estava dando certo para o Corinthians até o gol. A equipe, agora invicta há 11 jogos, teve atuação muito ruim, sobretudo na criação.

 

Quando recuperava a bola no campo de defesa, o Timão saía para o ataque com muita lentidão, o que facilitava a recomposição da Ferroviária. Contra um adversário bem fechado, os corintianos rodavam a bola de um lado para o outro e não encontravam espaços.

 

Além da falta de velocidade, a equipe sofria com muitos erros de passes e atuações apagadas dos seus principais articuladores por dentro, Júnior Urso e Sornoza.

Fonte: globoesporte.com
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